30.1.09

vintage books











marcadores de livros




Não esquecer depois de ler, tirar os pelos e lavar os dentes!

A sensualidade da borracha


GPS e as suas origens




Sabem por acaso quem inventou o GPS, aquele aparelho de navegação por satélite, que qualquer automobilista que se preze tem hoje pendurado no tablier do seu carrito, precise dele ou não?


Pois eu sei! Foi o Toino Magalhães.

Este era um motorista duma camioneta que fazia distribuição de garrafões de vinho da "Quinta da Cardiga" para as tascas e Vales do Rio em Lisboa.

Enganando-se constantemente nas ruas da grande cidade, trazia sempre na boca a expressão "granda porra de sítio" !!
Então farto destes enganos, apesar de trazer sempre dentro do porta luvas um útil roteiro como o "Como conhecer Lisboa, Algés e Dafundo", chega a casa um dia furioso, corre com as galinhas da capoeira do fundo do quintal e transforma-a numa oficina. Pega na telefonia da sogra, onde esta religiosamente ouvia o folhetim "Simplesmente Maria" e numa perfeita simbiose com o secador de cabelo da Graciete, sua mulher e uma antena de televisão portátil, consegue assim construir o primeiro aparelho de navegação inteligente, que montou logo de seguida orgulhosamente, na cabine da sua Bedford.
Mais tarde os americanos compram-lhe a patente, desenvolvendo o aparelho até este chegar aos GPSs dos nossos dias.
Sem perceberem mas deslumbrados com a sonoridade da frase do Toino "granda porra de sítio", os americanos decidem baptizar este de GPS! As iniciais da mesma frase.
Toino Magalhães mais a sua Graciete, vivem actualmente em Las Vegas, sabendo-se que este à pouco tempo, desenvolveu um computador portátil do tipo lancheira, por encomenda secreta.

Claro que esta história podia bem ter acontecido!



"Como conhecer LISBOA, ALGÉS e DAFUNDO"

edição do Secretariado Nacional de Informação

Cultura Popular e Turismo

ano 1955

Distribuidor: Empresa Literária Fluminense, Lda


A fantástica Agência Portuguesa de Revistas




Homenagem justíssima à Agência Portuguesa de Revistas (1948/1987).

Fez muita gente viajar pela imaginação, desde ao glamour até ao mundo das grandes aventuras. Coleccionar cromos era tão mágico como jogarmos hoje em qualquer consola de jogos de computador.

A famosa editora portuguesa de publicações de banda desenhada, revistas, livros, cadernetas de cromos, etc., teve à sua frente Mário de Aguiar em parceria com António Dias e era para mim, a grande instituição de Campo d`Ourique, na Rua Saraiva de Carvalho, 207 em Lisboa.

Clique no excelente sítio de João Manuel Mimoso http://www.historia.com.pt/, prepare-se e levante vôo!


Quem não se lembra deste pequenino
apontamento!






















SNBA




Em 1972 a Sociedade Nacional de Belas-Artes era assim.
Como será hoje? Descubra visitando-a.





SNBA R. Barata Salgueiro nº36 1250-044 Lisboa

Lisboa anos 60 a cores




Nunca me vou cansar de colocar aqui imagens de Lisboa!

Lisboa anos 60 a P&B











29.1.09

Roménia anos 80


Em pleno regime do ditador Nicolae Ceausescu, algures numa escola do estado, a rigidez imposta congelava o olhar triste destas crianças!
Hoje sabemos que já podem sorrir quando quiserem!
Ainda bem.

publicidade fora de prazo

Que diriam as pessoas se esta publicidade fosse dos dias de hoje!
Inconveniente. Muito inconveniente!



Messa Royal fabricada em Portugal


Olivetti lettera 32 fabricada em Itália


Olivetti lettera 32 fabricada em Itália


Royal fabricada na Holanda


Paillard fabricada na Suiça


Indus fabricada na India


A velhinha máquina de escrever

Perguntaram-me o porquê da foto duma máquina de escrever no cabeçalho deste blogue!
Tem a ver simplesmente com a afeição que sempre tive a estes objectos. Gosto dos nomes das marcas, dos vários designs, das cores, das texturas dos seus acabamentos e do som dos seus teclados. E até do seu cheiro metálico!
Estas apesar de naturalmente substituídas pelos (seus parentes da escrita) computadores, continuarão sempre associadas românticamente a escritores, jornalistas e todos aqueles que gostam de escrever.
Quando penso em Ernest Hemingway só o posso imaginar em 1950 e tal, agarrado à sua máquina de escrever, a escrever "O velho e o mar".
A cumplicidade do escritor com a sua fiel máquina de escrever é quase generalizada.
O consagrado Paul Aster mantém ainda hoje, com a sua velha Olympia uma relação tão próxima, apesar de ele seguramente escrever num qualquer portátil da última geração, que o levou a fazer o livro "A história da minha máquina de escrever" (Asa Editores) com a colaboração do artista plástico Sam Messer. Vale a pena darem uma olhada.
Eu tenho algumas em casa que fui comprando. Pena que o espaço é pouco!

27.1.09

Todos os produtos expostos são para consumo neste estabelecimento

Claro que já todos vimos em restaurantes, cafés, tascas, etc., uma placa a dizer o mesmo que o título deste texto!
Ironizando com isso, queria assim dizer, que as imagens que aqui colocarei, fossem também só para serem consumidas neste espaço, que é desde já para todos. Apreciem-nas, imaginem-as no contexto a que se reportam e viagem no tempo. Não se encolham (gosto desta expressão)! A minha avó usava-a muito.
Não têm qualquer objectivo comercial. Respeitarei sempre as suas origens e tentarei ao máximo, não utilizar imagens procuradas na net, mas nas publicações de época. Quando possível, as fotos dos próprios originais (refiro-me a objectos) serão da minha autoria.
Agradeço desde já, a quem eventualmente julge ter o direito sobre algumas e determinadas imagens e já agora, que me deixe compartilhá-las com os "vintageiros", ou não, que visitarem este espaço. Terei sempre a preocupação de não menosprezar o seu conteúdo, mas pelo contrário, de respeitá-lo.
Se alguém precisar de uma imagem daqui, faça favor! Siga é este espírito e já agora diga que
a encontrou no "pura terylene virgem".

Carlos Duarte

Para começar que tal uns brindes!


Para ela...

...para ele...
...e para todos!

Quatro décadas em que falaremos...

... de espectáculo, lugares, decoração, publicidade, audio hifi, moda, automóveis, culinária, desporto, cultura, viagens, design, electrónica, cinema, música, pessoas, entrevistas, ruas, mobiliário, fotografia, televisão, objectos decorativos, electrodomésticos, teatro, arquitectura, rádio, arte, cidades, livros, etc, etc, etc....
... e não falaremos de, autoclismos, gaiolas para canários e periquitos, rotundas com repuxos, toques polifónicos para telemóvel, betoneiras, ditadores, puericultura, casacos de peles, políticos, roupinha para cães, iogurtes com aroma, marquises de alumínio, etc, etc, etc.

21.1.09

Anos 50, 60, 70 e 80. Quatro décadas de paixão!

Bem vindos ao espaço das memórias! Digo das boas memórias. E só destas.
Criar-se um blogue inteirinho, a falar de coisas que aconteceram nas décadas de 50, 60, 70 e 80, não passa de uma ideia que já tenho à algum tempo, mas que por várias razões, como falta de disponibilidade de tempo, vamos sempre adiando para mais tarde.
Mas agora é que é! E porquê estas quatro décadas? - pergunta alguém!
Porque gostei delas todas! - respondo eu. Foram tão fortes nas suas características e tão diferentes entre si. Sem querer melindrar as outras décadas mas os anos 50 destaco-os pelo design. Soberbo e elegante.
Para os anos 60 bastava-me quase só referir os Beatles e mais algumas outras bandas que surgiram e que contribuíram com certeza, de uma forma significativa para novas formas de pensar e estar. Foi uma década de contestação e reivindicação, tendo como exemplo melhor o Maio de 68 em França, espevitando as sociedades a abrirem-se mais.
Os anos 70 foram por excelência a década do psicadélico, das cores e dos materiais tão característicos na decoração, para já não falar da moda tão marcante e quase espacial. Na música abundavam desde o chamado rock sinfónico ao disco sound. Anos frenéticos esses!
Os anos 80 marcam o início das novas tecnologias tão importantes hoje. Os primeiros computadores pessoais e os video-games aparecem e fazem loucura na malta. Nas telecomunicações os telemóveis dão os primeiros passos.
A electrónica no som e imagem vem em força do país do sol nascente com a inscrição "made in Japan", numa concorrência feroz à grande qualidade europeia e americana. Novos sons surgem na música com bandas bastante criativas. Quem não se lembra na rádio do Rock em Stock do Luís Filipe Barros e do Som da Frente do António Sérgio. Programas de culto de onde a malta "pedia emprestadas" umas músicas para fazer umas mixcassetes para ouvir no carro.
Em Portugal é o despontar de inúmeras bandas, algumas chamadas de garagem e a tocarem em tudo o que é sítio. É o boom do "rock português" como se o rock tivesse nacionalidade!
Criam-se novos espaços alternativos e a onda é o Bairro Alto em Lisboa, considerando muitos que a verdadeira alma do BA, foi nessa altura. Catedrais da música como o Rock Rendez Vous, Alcântara Mar, Plateau, etc, marcam as noites. Novos estilistas definem as tendências. O minimalismo influencia.
O objectivo, como já disse, deste espaço, é recordar, aos que viveram estes tempos e mostrar aos que não viveram, como é bom de vez em quando viajar atrás no tempo sem cair em saudosismos patéticos.
Algum revivalismo de vez em quando é óptimo! É o nosso sótão secreto. Vamos lá quando nos apetece e é onde guardamos quase todas as coisas boas do nosso passado.
Quem não tem as suas "memórias vintage" (recordações é um pouco piegas!) ou conserva alguns objectos vintage de estimação, de que não se consegue desprender!
Vamos falar de muita coisa e de forma aleatória e para todos.
A linha editorial (este termo dá um ar importante à coisa) deste blogue é precisamente não ter linha editorial! Tudo o que for curioso, interessante, engraçado, popular e me aparecer à mão, colocarei aqui. Puro entretenimento só!
Perdoem-me as falhas iniciais mas prometo tentar ir melhorando.
Contarei com todas as sugestões, comentários e críticas! Se não for assim, não valerá a pena.

Carlos Duarte