Dás-me Tejo, o viver!
Dou-te Tejo, o amar-te.
As tuas gaivotas rodopiam
sobre as fainas tagarelas
dos que vezes sem conta te procuram
lançando-te angustiadas pedinchelas
retribuindo tu com o dar.
Corres indiferente mesmo que bulícios entranhados
nos carreiros de gentes
que ao teu lado calcorreiam caminhos separados.
Fragatas e canoas te cruzam
os cacilheiros te percorrem,
os operários te atravessam
as mulheres te apregoam
enquanto os poetas te cantam.
O vento te revolta o estado
o sol te aquece a cor
a melancolia te transforma em fado.
Dás-me Tejo, o viver!
Dou-te Tejo, o amar-te.




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