19.2.09

Don Carlos

Oschestre Jean Claudric
1 Maria Shanghai
Devaneio
2 Fala amor
Saudade da Bahia
editora RCA
45 rpm

18.2.09

Ray Charles

Ray Charles et les Raelets
1 I want a little girl
It`s all right
2 Talkin``bout you
Swanee river rock
editora Atlantic
45 rpm

Ray Charles

Ray Charles and his orchestra
1 What`d I say part I
What`d I say part II
2 Blackjack
Heartbreaker
editora Atlantic
45 rpm

Ray Charles

Chante
1 Yes indeed
I had a dream
2 The right time
That`s enough
editora Atlantic
45 rpm

Ray Charles

Ray Charles chante le blues
1 I wonder who
Mr Charles`Blues
2 Some day baby
Ray`s blues
editora Atlantic
45 rpm

Ray Charles

Ray Charles et les Raylettes
1 Junpin`in the mornin`
Roll with my baby
2 What kind of man are you
Tell me how do you feel
editora Atlantic
45 rpm

Ray Charles

1 I can`t stop loving you
Hide `nor hair
2 You don`t know me
Unchain my heart
editora A voz do Dono
45 rpm

José Freixo e Donaltim

nos Açores e na Madeira
1 José Freixo e Donaltim nos Açores
Eu cá sei
2 José Freixo e Donaltim na Madeira
Bailinho da Madeira
editora Tecla
1975
45 rpm

Nino Rosso et sa trompette

Il Silenzio
1 Il silenzio
Via caracciolo
2 Ho bisogno di te
Sinfonia
editora disques Vogue
45 rpm

Paul Hanford

1 É um bikini pequenino às bolas amarelas
2 Porque me trocaste por outro?
editora Parlophone
45 rpm

Joselito

1 Doce cascabeles
Clavelitos
2 Violino trigano
Calorin de la niña bonita
editora RCA Victor
45 rpm

Nina Simone

Sings the blues
1 Day and night
Do I move you?
2 I want a little sugar in my bowl
Buck
editora RCA Victor
1967
45 rpm

Ruth Brown

Mademoiselle Rythme
1 Old man river
Why me
2 I don`t know
Book of lies
editora Atlantic
45 rpm

Dizzy Gillespie et son orchestre avec Elek Bacsik

Bossa Nova
1 Chega de saudade
2 Desafinado
Pau de arara
editora Philips
1962
45 rpm

Edmundo Ros and his orchestra

Hollywood cha cha cha
1 The Moulin Rouge theme
Around the world
2 The Harry Lime theme
Love is a many-splendoured thing
editora Decca
1958
45 rpm








o meu album de discos

Gosto do vinil!

Não tenho nada contra os CDs. Estes últimos até são mais práticos no uso, mais fáceis de transportar e não requerem tantos cuidados para não se riscarem. Alguns leitores de CDs
conseguem prestações admiráveis em termos de som.

Mas, os discos de vinil tem outro charme. São muito mais humanos.
Envelhecem quase igualzinho às pessoas e podemos ver e
sentir isso facilmente nas mazelas que lhes são causadas ao longo do tempo.
Ganham riscos, deformações, alterações na sonoridade se não forem tratados com muito carinho para poderem durar mais.
Os CDs são quase sempre, exageradamente brilhantes, imaculadamente lisinhos e se têm algum defeito, dificilmente o descobrimos. Só quando o ouvimos e chegamos ao ponto.
Não são tão honestos como os discos de vinil, porque nestes,
facilmente sabemos onde está o defeito, basta uma olhada mais atenta.

No que toca à relação dos leitores do vinil e do CD com os seus discos e CDs,
a primeira é de longe uma relação mais afectuosa.
O velhinho gira discos ou pick up, se quiserem, vai apalpando
carinhosamente para o sentir, todo o estriado do disco de vinil que está a tocar,
enquanto que o frio e distante leitor a laser, lê o CD sem sequer lhe tocar.
Há mais cumplicidade em cima do prato do gira discos do que no escuro do interior do leitor de CDs. O braço do pick up abraça ternamente o disco de vinil, sem sequer se preocupar se é de 33, 45 ou mesmo 78 r.p.m.! Recebe-os a todos.

Na embalagem também há diferenças substanciais!
Algumas capas de discos vinil são autênticas obras de arte, que apetece pendurar na parede.
Os CDs na esmagadora maioria, têm caixas em acrílico que são embirrantes, partem-se quase sempre quando menos esperamos e o pequeno formato não deixa apreciarmos bem,
o grafismo da capa se este for de qualidade.

Na sonoridade, é como estarmos numa loja de comércio tradicional quando
ouvimos música em vinil e num qualquer despersonalizado grande
centro comercial quando escutamos música lida digitalmente.
Dirá alguém concerteza, que o célebre "fritar ovos" do vinil é uma desvantagem!
Não. É simplesmente o pulsar deste.
Mistura-se na música e torna a coisa ainda mais fascinante.

Tudo isto a propósito de a partir de agora, ir começar a
colocar aqui no "pura terylene virgem" alguns disquitos
de vinil que fazem parte da colecção do
meu album de discos.

Se quiserem comentá-los, estejam à vontade!

Mrs. Smith

Ela própria! A genuína. A especial.

Bons tempos Mrs. Smith, porque se fosse agora iria sentir-se era muito apertada na sua cadeira, enquanto tentava comer o seu almocito miniatura.

E não, Mrs. Smith! "Low Cost" não é nenhum palavrão.
Agora diz-se muito.

17.2.09

transistors







Ao domingo à tarde, era vê-los por aí a dar o relato da bola!
"Goooooooooooooooooolo....................... do Eusébio"
Ou na praia de Sto. Amaro de Oeiras, com a voz doce
da Natércia Barreto!
"Já arranjei muito bem
tudo quanto convém
p`ra praia levar
o pente, o espelho, o batom
e o creme muito bom
p`ra me bronzear
tenho o meu rádio portátil
e o biquini encarnado
também está no meu rol
e como é bom de ver
não podia esquecer
os meus óculos de sol..."



cruzeiros




Quem não gosta levante o braço?


wrestling à portuguesa


Homenagem a Tarzan Taborda, grande campeão e homem simples.
Foi lutador de luta livre e campeão europeu e mundial por várias vezes.
Percorreu também o mundo do cinema, chegando a entrar como duplo em vários filmes em Hollywood e contracenando com actores como Alain Delon, Brigitte Bardot, John Wayne e Robert Mitchum.
Foi bailarino no Lido em Paris e esteve em quase todos os cantos do mundo, onde executou centenas de combates, tendo competido até 1981.
Daí para cá, era proprietário de um ginásio e uma clínica em Lisboa, complementando como comentarista de wrestling na televisão.
Tarzan Taborda 1935/2005

postais











Qualquer tabacaria lá da rua tinha sempre o seu escaparate giratório com os postalitos adequados aos momentos especiais.





almoço com o Velho da Cartola

Sábado passado almocei com o verdadeiro Velho da Cartola.
Foi numa tasquita de Belém. Estava eu a comer umas ovas cozidas com grelos, quando este entra
pela mão de alguém.
Chamei-o logo. É sempre um prazer juntar à nossa mesa, tal personalidade e ter oportunidade de aprender coisas sobre a velha sabedoria popular na agricultura, jardinagem, animais e astronomia.
O Verdadeiro Almanaque Borda D`Água continua com alma. É o companheiro de todo o ano de muitas pessoas e tem os seus fiéis leitores. Este ano foram cerca de 320 mil!
Desde 1929 que continua com o seu original grafismo, apesar de agora ser impresso em off set e com composição em computador. Perigoso mesmo é se um dia se lembram de imprimi-lo em papel couché ou começar a meter-lhe fotografias a cor! Ou publicidade!!
Passará a ser com toda a certeza, a mesma coisa que aqueles restaurantes adúlteros que se enganam a si próprios, porque numa tentativa de se modernizarem, deitam fora todo o seu património que é que têm de melhor, como o genuíno dos seus interiores já patinados e vintajados pelo tempo, para dar lugar a espelhos azulados, luzidios inoxes e azulejos vitrificadamente porcelanosos. Aniquilam-se a si próprios, deixando obviamente de ter razão de existirem. Até é preferível mesmo desaparecerem totalmente, que pelo menos a memória do que foram originalmente, valerá sempre mais.
Sabemos garantidamente que a Editorial Minerva nunca fará esse erro.
Porque se cair na tentação fácil, como muitos caiem nos jornais, de mudarem constantemente e erradamente as suas primeiras páginas, os seus letterings, ou seja a alma da sua institucionalidade, começa aí sim, o penoso caminho descendente até à angústia do esquecimento. É a morte anunciada.
Nos jornais se querem mexer, mexam nos conteúdos, enriquecendo-os.
O Borda D`Água é como um velhote! Daqueles simples e sábios que nos ensinam coisas mesmo quando pensamos que sabemos tudo, lá porque temos telemóveis da última geração, televisão digital, internet sem fios e somos filhos, mesmo que ilegítimos, da globalização.
Talvez para alguns mais puristas, faça alguma confusão ver agora no interior do Almanaque, endereços de e-mail, de blogue e de site pertinho dos nabos, dos coentros, da lua cheia e do quarto crescente! Modernices, pensam eles.
Não tem problema algum! Digo-vos eu. Continua a ser o nosso velhote.
Simplesmente como se fosse um velhote com um telemóvel no bolso e um relógio digital no pulso.
Que mal tem isso!

O Borda d`Água, conhecido carinhosamente, pelo Velho da Cartola, está de parabéns!
80 anos a dar reportório útil a toda a gente.
Força, velhote.

um caldinho de galinha...

... cai sempre bem!
Até a uma grande dama do teatro como Elvira Velez.
publicidade em 1963

teatro Maria Matos











"A Relíquia" de Eça de Queiroz.
Grande êxito com a representação da peça de teatro adaptada do livro.
Foi em Fevereiro de 1970.



teatro Maria Matos II
















teatro Maria Matos III
















ainda existe?


the finest of them all!


O Hillman Minx em 1958