9.2.09

Route 66

Lembras-te Graciete!
A loucura que foi de Chicago a Los Angeles com os cabelos ao vento e a grade atestada
de laranjadas Laranjina C de litro.
Belos tempos!

Um dia fui à Feira Popular.....

..... e fartei-me de comer farturas!
Até andei no comboio fantasma e atirei umas setas às cartas.
Ah, e argolas às garrafas!
Hoje não sei, onde hei-de ir, para andar no carroucel das girafas de madeira! Ou ver as motas no cilindro da morte!
Que pena!
Lá vou eu para o Colombo.

Elvis Presley











Elvis Presley 1935/1977
O rei do Rock`n`Roll e também em formato de bolso




as fabulosas cores do preto e branco




6.2.09

os senhores Beatles

A sempre e simples homenagem.
Não vale a pena escrever mais nada! Se puderem ouçam uma músiquinha deles hoje.
É sempre um revigorante para o dia.

o puro

A verdadeira publicidade a um whisky deveria ser sempre assim.
Obrigatoriamente!
Deveria ser criado um decreto de lei que a isso obrigasse.

Nada de publicitar whisky, como eu já vi, como se um qualquer refrigerante moderno se tratasse para ser consumido à descarada em discotecas e afins. O whisky é o whisky. Não é de agora mas será sempre contemporâneo. Mesmo o novo tem sempre um conceito vintage.
Só deve ser apreciado em lugares especiais como se de um ritual se tratasse. Conquistou à muito esse direito.
Há coisas que já se deveriam saber.

tweed, doce tweed


"É a palavra da moda invernal: em tons escuros ou claros, pintalgado ou liso, o tweed não passa de moda. Em cada estação do frio surge, parecendo mais sugestivo e gracioso. Além de prático, o tweed tem a vantagem de cair bem, assentando maravilhosamente a gordas e magras e, simultâneamente, é discreto para qualquer idade."
in Crónica Feminina 1964
Claro que é verdade! Ainda hoje marca estilo e tem sempre aquele elegante cheirinho vintage.
Só para alguns e algumas.

chique II

Modelo parisiense de Pierre Cardin
1961

chique I

Modelo da famosa casa parisiense Nina Ricci
1960

5.2.09

paquetes portugueses

Gosto de navios. Especialmente os chamados paquetes.
São elegantes como os cisnes num lago.
Levam-nos por entre o vento sem sentirmos que estamos no mar.
Faziam parte do meu imaginário de criança e adorava vê-los atracados na Rocha Conde de Óbidos ou a entrarem e saírem na barra do Tejo.

Sabem que os paquetes portugueses chegaram a ser mais de uma centena!
Mesmo assim sempre faltavam no nosso imenso mar. Nunca eram demais.
Hoje, faltam-nos ainda mais.
Tanto mar, tanto mar desperdiçado.

Tenho um livro que é um dos meus preferidos.
Chama-se "Paquetes portugueses" e tem como autor Luis Miguel Correia.
Sabe bem folheá-lo de vez em quando.

"Paquetes portugueses"
Luis Miguel Correia
edições Inapa

Santa Maria


Infante D. Henrique


Príncipe Perfeito


Vera Cruz


Niassa


Pátria











Fausto 1982

"Por este rio acima" é considerado por muitos como o melhor disco de música popular portuguesa feito até hoje.
É o primeiro de uma trilogia ainda por terminar a que se deu o nome de Lusitana Diáspora.
Editado em 1982, é inspirado nas viagens pela Ásia, de Fernão Mendes Pinto e que
este tão bem conta em Peregrinação.
Este soberbo conjunto de músicas do Fausto, ao ouvi-las ainda hoje, continuam a conduzir-me numa viagem que quase não desejo ter fim!
Da voz do Fausto em como por exemplo "como um sonho acordado" até à sua grande qualidade musical e poética, faz de facto, deste trabalho, o grande albúm que me vem logo à cabeça quando se fala nos melhores discos feitos por portugueses.
Já em 1994, Fausto continua a sua trilogia com a segunda obra "crónicas da terra ardente", prosseguindo as suas viagens pelos descobrimentos.
Este trabalho é inspirado na História Trágico-Marítima de Bernardo Gomes de Brito onde são
descritos pelos sobreviventes, os naufrágios dos séculos XVI e XVII.
Depois do "por este rio acima" é difícil fazer melhor!
Na minha modesta opinião!

Talvez o Fausto ainda nos surpreenda, naquele que falta para terminar esta trilogia!




















Fausto no Coliseu


Em 23 de Março de 1984, no Coliseu de Lisboa, o desfilar das músicas do memorável albúm "por este rio acima" transformava a velhinha sala numa imensa nau que nos levava pelo mar desconhecido da nossa imaginação.
Para mim o mais emotivo concerto de música portuguesa que assisti até hoje!
Sérgio Godinho e José Afonso (já bastante debilitado) também estiveram lá.
A falta que a música do Fausto nos faz!